quarta-feira, 29 de junho de 2016

Literatura Infantil sem tatibitate


Posto atrasada, o registro e relato do Ciclo de Palestras que tive a felicidade de ministrar na Biblioteca Popular de Botafogo, em março deste ano de 2016.



Ciclo de Palestras “LITERATURA SEM TATIBITATES” teve como objetivo apresentar um pouco da vida e da obra de importantes autores de literatura nacional que, escrevendo com qualidade, sem subestimar a linguagem e o potencial dos pequenos e jovens leitores, construíram uma obra rica e vasta para todas as idades.

PRIMEIRO ENCONTRO: "Com as raízes no teatro". Quatro autoras de literatura para crianças e jovens que tem como forte característica em sua obra o trabalho para o teatro - Sylvia Orthof, Maria Clara Machado, Lygia Bojunga e Tatiana Belinky.

SEGUNDO ENCONTRO: "Das páginas dos jornais para os livros". Quatro autores que trabalham ou trabalharam e atuaram de maneira marcante no jornalismo nacional e também escreveram importantes obras para crianças e jovens - Marina Colasanti, Ana Maria Machado, Clarice Lispector e Luis Fernando Veríssimo.

TERCEIRO ENCONTRO: "Poesia sem forma nem fórmula". Quatro poetas de estilos bem diversos que escreveram para os jovens leitores - Mario Quintana, José Paulo Paes, Manoel de Barros e Arnaldo Antunes.

QUARTO ENCONTRO: "Das imagens para as letras, caminho de mão dupla". Quatro conhecidos ilustradores, que começaram a carreira trabalhando com imagens e hoje se tornaram reconhecidos escritores de literatura para crianças e jovens - Eva Furnari, Angela Lago, Ziraldo e Ricardo Azevedo.


O Ciclo foi um sucesso e espero poder repeti-lo em outros espaços! 
Obrigada a todos que compareceram e compartilharam saberes e prazeres.

A casa amarela da rua da madrinha


Queridos amigos e leitores, é imensa minha alegria em anunciar o lançamento do meu novo livro. O décimo desta recente carreira de escritora que me traz tantas realizações.
"A casa amarela da rua da madrinha" é um texto que escrevi há alguns anos e que estava na gaveta esperando nascer. O convite veio pela querida editora Renata Nakano, que também trouxe a luz o meu "A velha história do peixinho que morreu afogado"e a publicação sai pela novíssima editora Bazar do Tempo, da também parceira de "peixinho" Ana Cecília Martins.


O texto de "A casa amarela da rua da madrinha" foi tratado e as ilustrações criadas com carinho para trazer mais poesia ao livro 
que trata de um tema delicado.
A menina protagonista da história está de aniversário e seu presente, neste dia especial, é visitar a madrinha que mora muito longe, no meio da cidade grande mas numa rua diferente, com lindas casinhas coloridas. A preferida da menina é a casa amarela: um lugar mágico.



Ela é amarela mas poderia ser azul, rosa, branca, xadrez ou arco-íris.
Ela fica no centro da cidade mas poderia ficar bem distante dela, no alto da montanha ou na beira do mar.

A casa amarela tem quintal grande com árvore, planta, flor e bichos mas, poderia não ter e, mesmo assim, ter muito espaço: para a brincadeira e para a alegria.
A casa amarela é grande mas poderia ser bem pequena, do tamanho de um abraço que dá abrigo, aconchego e proteção.
A casa amarela é um lugar seguro, onde as crianças podem crescer sem frio, sem fome, sem medo. Com amor.
A casa amarela é o lar com que a menina sonha e que
 todas as crianças do mundo merecem ter.



 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Gente bem diferente


Ilustrei a nova edição desta divertida história de
narrada em primeira pessoa, pelos irmãos Andreia e Rodrigo. Os dois compartilham suas descobertas sobre a própria família, “gente bem diferente”, mas que parece bem normal. Para os dois, todos têm uma identidade secreta: a avó, uma princesa; o avô, um pirata; a mãe, uma fada e o pai, gênio ou gigante.




Por se tratar da arte de Ana Maria Machado, é claro que além de divertida e poética, a obra chama atenção para as mudanças nos papéis sociais da mulher, do homem e do idoso, além de sugerir a magia e o encanto que podem existir nos pequenos atos do cotidiano.Para ilustrar o livro, deixei Andreia e Rodrigo fazerem suas "interferências artísticas" sobre as imagens, com muita liberdade. Dando assim uma pitada de magia aos meus desenhos.
Publicação da FTD Editora, 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

"A FAMÍLIA LIVRO"

Dilan Camargo é escritor e poeta de literatura para adultos e crianças, gaúcho de Itaqui e amigo de feiras e eventos literários. 
Este ano foi escolhido o patrono da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre e para completar a alegria,  escreveu "A FAMÍLIA LIVRO", uma homenagem ao LIVRO, este objeto mágico e apaixonante, e a nós todos, que nos dedicamos e estamos envolvidos na sua criação, produção e divulgação.


Convidada a ilustrar este texto, me senti acarinhada, acolhida e abraçada pela grande "família livro" a qual pertenço.


"O escritor é um inventor
Combina e junta palavras
faz mágica para o leitor"



"O livro se torna ave
as páginas são suas asas
nelas o leitor viaja".

"A FAMÍLIA LIVRO", com texto de Dilan Camargo e ilustrações de Marilia Pirillo é uma publicação da Editora Cassol.

domingo, 8 de novembro de 2015

Bruxa Merreca e Bruxa Zamya – Brincando com Parlendas


No ano de 2003, eu já era ilustradora e morava em Porto Alegre, onde nasci, quando as Bruxas Merreca e Zamya caíram das suas vassouras bem em cima da minha mesa.
Elas chegaram com tudo e fizeram um rebuliço brincando e aprontando na festa da Bruxa Horrorusca!
Depois, em 2005, resolveram viajar pelo Brasil! Eu viajei também, fui morar no Rio de Janeiro mas continuei ilustrando e escrevendo livros para crianças.
Agora, exatamente 13 anos 
depois, em 31 de outubro de 2015, elas tomaram chá contra sumiço e estão de volta, com suas parlendas!

Eu achei que nunca mais as veria, nem as desenharia, mas, pra falar a verdade, bem que eu estava com saudades da turma, do Motobruxo, do Viralata, dos caldeirões e seus ingredientes mágicos que me fazem dar boas risadas.
E saudades, é claro, do texto divertido da Léia Cassol, a menina do cabelo roxo.:)


sábado, 27 de junho de 2015

A canoa que virou coisa


Livro novo e cheio de graça!




Uma história curiosa e surpreendente criada pelos índios da tribo kamaiurá, do Xingú, e recontada com graça pelo amigo e sempre mestre Luiz Raul Machado.

E eu, pude contribuir colocando mais cor e boniteza nas páginas nesta nossa primeira parceria. Que venham muitas outras!


"Você pode me levar pra pescar?" A canoa mexeu um pouco e foi pra lagoa".

Editora Nova Fronteira, 2015.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

OLELE - uma antiga cantiga da África



Chegou "OLELÊ", escrito por Fábio Simões, ilustrado por mim e publicado pela Editora Melhoramentos. 

O livro conta a história por trás de uma tradicional cantiga infantil do povo que vive às margens do Rio Cassai, na República Democrática do Congo, o coração da África.
Quando o Kala, o homem mais velho da aldeia, chama os mais novos assim: “Olelê, olelê!”. Os meninos e as meninas entendem que é para a criançada se reunir, entrar nos barcos e começar a perigosa travessia.




Pesquisei bastante da arte kuba e me encantei com a beleza desta cultura. O resultado: as ilustrações ficaram poderosas e deram ainda mais força a narrativa. Agora, queridos leitores, desfrutem!