quarta-feira, 14 de outubro de 2009

À Doçura de Quintana!

Como porto-alegrense talvez seja uma grande falha
nunca ter postado aqui uma declaração de amor a Quintana.
Cresci lendo Pé de Pilão e Lili inventa o mundo. Decorei!
Mais tarde li, reli, e degustei seus versos que até hoje
trago guardados no fundo de minh'alma.
Aqui umas poucas e preciosas linhas do poetinha.


Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6a.feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente...
e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Do livro "Nova Antologia Poética"


Das utopias

Se as coisas são inatingíveis...
ora!não é motivo para não quere-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Um comentário:

  1. Ai, meu Deus, que foto mais linda do meu amado Mário Quintana!
    Abraços

    ResponderExcluir