segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Clarice Lispector


"Ver a verdade seria diferente de inventar a verdade?"

Visitei a exposição de Clarice no CCBB com um caderninho na mão. Eu e praticamente todos ali presentes - tentávamos reter nas linhas toscas, um pouco do mistério e da magia de Clarice.
Fiquei encantada com as centenas de gavetas das memórias de Clarice. Pena... só algumas tinham chave...

"Escrever é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu".


E eu que já andava a muito tempo querendo Clarice, também a encontrei lindamente homenageada no livro do Jorge Miguel Marinho - Lis no Peito Um livro que pede perdão. Foi nas suas páginas que encontrei a frase abaixo. Aqui transcrita para confessar toda a inveja que senti de Clarice ao ler as inúmeras cartas que ela trocava com seus amigos - de vida, de sonhos, de letras, de "maldição".

" Gosto de poder manter o silêncio junto de alguém. É mesmo a condição de uma amizade para mim.
Um amigo é aquele com o qual se pode partilhar o silêncio...como se partilha a palavra".

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